O Clube

de Jornalismo do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul pretende contribuir para desenvolver nos alunos capacidades orais e escritas, como emissores e recetores de informação assim como tornar familiar o trabalho que envolve o processo da produção jornalística: a seleção de textos e imagens, a linha editorial, as secções temáticas, a titulação, a paginação, o grafismo e a  fotografia. Pretende-se ainda desenvolver aptidões no domínio das novas tecnologias da informação e comunicação, o gosto pela informação e o espírito crítico.

Nasceu a Gazeta do Coimbra Sul

Este ano iniciámos as nossas reportagens.

Sob a supervisão da professora Alexandra Ramos, a Beatriz Gomes, a Aline Navarro, o Miguel Pinto e a Inês Lucas  foram construindo este novo projeto.

Desde a escolha do nome, à recolha de informação e ao tratamento e publicação da mesma, o grupo manteve-se empenhado. Foram os primeiros passos mas estão de parabéns.
Fico à espera de mais notícias e aproveito para lembrar aos leitores que podem e devem participar com sugestões, novidades e informações.
Ao grupo de jornalistas da “Gazeta do Coimbra Sul” os  meus parabéns pelo trabalho realizado e um grande obrigado pela dedicação que colocaram em todos os momentos.
A Diretora
Margarida Girão

 

Entrevista à Professora Bibliotecária Maria João Caldeira

Os jornalistas da Gazeta Coimbra Sul decidiram dar a conhecer o trabalho realizado em alguns espaços do Agrupamento e para o efeito começaram por conversar com a professora bibliotecária Maria João Caldeira.

GCS: Qual o nome do espaço que dinamiza no Agrupamento Coimbra Sul?

Professora Mª João Caldeira: A Biblioteca da sede do Agrupamento, E.B. Dr.ª Maria Alice Gouveia e a da E.B. 2,3 de Ceira.

GCS: Dinamiza a Biblioteca sozinha?

Professora Mª João Caldeira: Não. A professora Maria do Céu Gomes dinamiza as restantes quatro bibliotecas do Agrupamento.

GCS: Quem pode usufruir das bibliotecas?

Professora Mª João Caldeira: Todos podem usufruir: alunos, pais e professores.

GCS: Quais são os principais objectivos da Biblioteca?

Professora Mª João Caldeira: Apoiar o desenvolvimento curricular; promover as literacias da informação, dos “media“ e ainda incentivar a leitura através de várias iniciativas. Fomentar o aparecimento de cidadãos críticos e promover o desenvolvimento de valores considerados importantes.

GCS: Que atividades desenvolve?

Professora Mª João Caldeira: Atividades como dinamizar o Plano Nacional de Leitura; o Desafio Municipal de leitura (para os 5º e 6º ano); a Leitura em vai e vem (para jardim de infância); diversos projetos , parcerias e atividades  livres e de abertura a toda a  comunidade educativa como por exemplo o “juntar a ciência à literatura”. Mas também na gestão da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos : o Projeto Color ADD – para pessoas daltónicas, o Projeto Ler+; o Projeto todos juntos podemos ler e o Projeto uma língua, duas culturas (entre Dili e Coimbra). Mas também a Blogoteca Coimbra Sul e está sempre em consonância com o SABE ( Serviço de Apoio à Biblioteca Escolar).

GCS: Que materiais usa para trabalhar?

Professora Mª João Caldeira: Os livros e recursos digitais.

GCS: Tem obtido resultados? Quais?

Professora Mª João Caldeira: Sim. Os alunos, os professores e os encarregados de educação consideram que a biblioteca é uma estrutura importante e congregadora.

GCS: Que outras informações ou história nos pode contar sobre a Biblioteca?

Professora Mª João Caldeira: A Biblioteca Escolar pretende fomentar o trabalho colaborativo. Todos os anos entrega um plano de atividades da biblioteca aos professores para eles também darem ideias.

GCS: Obrigada por esta entrevista!

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Alunos do 8º Ano da Escola de Ceira visitam fábricas manufatureiras no distrito de Aveiro

No passado dia 24 de Março, os alunos do 8º ano, da Escola EB. 2,3 de Ceira, deslocaram-    -se até Aveiro para conhecer a história e a evolução de duas fábricas do distrito.

A fábrica dos Ovos – Moles de Maria de Apresentação da Cruz, Herdeiros, que já vai na 3ª geração, estando agora na posse de D.ª Silvina da Silva Raimundo. Está a funcionar desde 1882 e neste momento é a mais reconhecida e de maior tradição. Já leva mais de cem anos a produzir os mais genuínos e célebres ovos-moles. Reconhecidos como uma marca emblemática na tradição gastronómica Portuguesa.

ovos moles

Reza a lenda que estes doces começaram por ser confecionados pelas freiras nos conventos. Parece uma confeção simples feita com água, muito açúcar e gemas e é cozinhado à temperatura de 90ºC durante pelo menos uma hora. Mas o verdadeiro segredo da sua composição nunca é revelado. Depois este creme é colocado nas hóstias em formas de búzios, peixes, conchas, etc… As formas simbolizam o mar que fica muito próximo da cidade.

A fábrica surgiu como um negócio familiar, com um número reduzido de empregados, hoje já dá emprego a 27 funcionários e os ovos-moles são vendidos por toda e região e a nível nacional. Assim além de dar emprego a muitas pessoas, ajuda o comércio local e é uma atração turística.

De seguida visitaram uma fábrica muito bem conceituada a nível nacional e internacional – A fábrica da Vista Alegre.

Fundada por José Ferreira Pinto Basto, em 1824, também era inicialmente um negócio familiar. Foi a primeira fábrica Industrial em Portugal dedicada à produção da porcelana. Situada junto à Vila de Ílhavo, à beira da Ria de Aveiro, é uma região rica em materiais como o barro, areia branca e fina e seixos cristalizados indispensáveis para a produção das porcelanas e vidros.

Capturar

Hoje tem 700 funcionários, com uma produção diária de 50 mil peças em porcelana e vidro. Com este desenvolvimento consegue ajudar muitas famílias e fomentar o comércio local chamando muitos turistas à região.

No museu da fábrica puderam observar peças únicas, históricas, espólio representativo do rico património da fábrica. Obras de arte iguais às existentes no museu encontram-se na posse de alguns investidores e colecionadores Mundiais.

Puderam ainda observar, nesta fábrica, o carro de Bombeiros mais antigo de Portugal.bombeiro.png

Escola de Ceira, 25 de março 2017

D.C.- nº6/turma 8ºA/C

Para mais informações consultar o Relatório realizado por J.S. nº9  e J.S. nº10/ turma 8.º A/C:

Relatório Aveiro – visita

A Gazeta Coimbra Sul – O nome

            O nome do jornal foi proposto e escolhido, por maioria, pela comunidade escolar. Obtendo unicamente 17,9% dos votos, percentagem que revela uma disputa muito renhida na escolha, deixou para trás nomes como Notícias Coimbra Sul e O Letrinhas a poucos votos de distância.

         Gazeta, segundo o Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa, pode ser uma publicação periódica como um jornal, ou pode traduzir faltar a uma aula ou a um compromisso no sentido coloquial (fazer gazeta).

          Como podemos ler no artigo “Imprensa em Portugal até ao século XVII” (in Infopédia) o primeiro jornal português chamava-se A Gazeta da Restauração e datava de 1641, relatando os acontecimentos desta época, tanto ao nível da propaganda política nacional, do dia-a-dia de Lisboa e mais tarde de outros países. Com periodicidade mensal o jornal foi extinto em 1647, tendo a sua última edição saído a 27 de setembro, unicamente com notícias do estrangeiro.

            Coimbra Sul é o nome do nosso agrupamento de escolas e existe, como tal, desde o ano letivo 2012/2013 integrando as seguintes escolas: na Educação Pré-escolar o J.I. (Jardim de Infância) Areeiro, o J.I. Quinta das Flores e o J.I. Ceira, no 1º ciclo do ensino básico EB 1 (Escola Básica do primeiro ciclo) Quinta das Flores, EB 1 Norton de Matos, EB 1 Areeiro, EB 1 APCC, EB 1 Castelo Viegas, EB 1 Vendas de Ceira, EB1 Torres do Mondego e EB 1 Almalaguês, no 2º e 3º ciclos do Ensino Básico a EB 2,3 (Escola Básica do segundo e terceiro ciclos) Drª Mª Alice Gouveia (Escola Sede) e a  EB 2,3 Ceira.

PS I Love chocolate….

 

O Dia de S.Valentim deste ano deu o mote a um doce inquérito aplicado pelos jornalistas residentes da Gazeta Coimbra Sul à população escolar do agrupamento. Com o título “P.S. I Love chocolate” os alunos foram inquiridos sobre as suas preferências relativas a esta substância alimentar. Mais de 99% dos alunos da Escola Básica 2,3 de Ceira e da Escola Dr.ª Maria Alice Gouveia declararam o seu amor por chocolate.1

Tendo por base este inquérito escolar sobre consumos alimentares aplicado a 157 alunos do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul podemos constatar que a grande maioria dos inquiridos se situa na faixa etária dos 10 aos 16 anos e com grande equilíbrio entre a população estudantil masculina (42,7%) e feminina (57,3%) os nossos jornalistas concluíram que 43,6% dos alunos referiram gostar mais de chocolate de leite enquanto que 35,9% preferiam o branco e 19,9% o chocolate negro.

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Do total dos inquiridos, a maioria elege a marca Milka (59,8%) como a sua preferida, seguida pela Nestlé com apenas 10,4% das preferências.

Ainda segundo os nossos jornalistas investigadores, 32,7% dos alunos consomem em média entre 5 a 10 chocolates por mês, há no entanto os que consomem entre 1 e 5 chocolates num mês e há ainda 10 alunos que não consomem nenhum tipo de chocolate (apesar de gostarem). Também é significativa a percentagem de alunos que consome mais de 10 chocolates por mês: 28,8% dos inquiridos.

Os resultados sugerem que o consumo de chocolate pela população estudantil é generalizado identificando-se alguns consumos exagerados que serão sempre prejudiciais à saúde.

Maratona com muita fome

Todos os intervalos, tenho fome… mas o intervalo em que me custa mais esperar para comer é o do almoço. Nos lanches até podemos esperar na fila do bar e se não conseguirmos comer nesse deixamos para o próximo, são só 90 minutos, mas o do almoço é indispensável.

Quando chega a hora de almoço, mais precisamente às 13.30h, estamos perante a maior maratona que alguém pode ter nos seus dias de escola durante o 2º e 3º ciclo. São alunos do 5º e 6º ano a saírem do bloco B, turmas do 7º e do 8º a saírem do bloco C, outros do 9º a saírem do D e por fim aqueles que vem do pavilhão, dos campos ou até mesmo da biblioteca ou do PA+… É sempre a mesma balbúrdia, multidões de gente de todas as cores e feitios, brancas, pretas, amarelas, vermelhas, gordas, magras, altas, baixas, portuguesas, brasileiras, russas, holandesas (entre muitas das distintas nacionalidades existentes). Todos com a mesma direção, sentido e movimento… correria para ver quem chega primeiro, para não apanhar uma fila muito grande. Também há as pessoas que têm tempo e não querem aproveitar os intervalos do almoço, essas vão a andar, também há aquelas que vão a andar mas quando chegam ao refeitório simplesmente passam para a frente como se nada tivesse acontecido ….

Passaram já mais ou menos 35 minutos, chega o esperado momento de passar o cartão e de almoçar. Pedimos o pão, perguntam-nos se queremos sobremesa quando há, porque quando não há somos nós a tirar a fruta, retiramos o prato que a Dª Emília, muito querida, preparou para nós (quem a conhece conversa um pouco com ela) e depois vamos para as mesas. São várias fileiras de mesas, umas cheias, com turmas todas juntas, outras com turmas separadas (só rapazes ou só raparigas) e outras até vazias. Chegou a hora de escolhermos o lugar e de nos sentarmos a almoçar, sozinhos ou com alguém conhecido para conversarmos, finalmente.

Mas não fazemos o que queremos porque há regras:

– Não mexer no telemóvel (mas a maioria das pessoas anda sempre com ele). Dizem que não podemos devido a um único motivo: o de almoçarmos rápido para dar lugar a outros.

– Não gritar! Mas sempre que entramos está uma enorme barulheira, mas até é suportável.

– Entre outras normas que se vão mais ou menos cumprindo.…

Este é a minha maratona do almoço, a seguir já preciso de outro almoço.(AM)

Crónicas de MP – I

Sinceramente, muitas vezes sinto que passo 8 a 9 horas da minha vida, 5 dias por semana, com pessoas um pouco… não sei bem como lhes chamar…também não me estou a chamar adiantado mental, pois eu sei que há comportamentos destes perfeitamente normais nas idades entre os 12 e 13 anos, mas, na minha vida escolar, eu muitas vezes sinto-me excluído de brincadeiras em que nem sequer quero participar.

Os meus colegas são pessoas com quem gosto de conversar, de jogar jogos e de me divertir. Afinal, é para isso que servem os amigos, certo? – Certo! Mas mesmo assim, eu não percebo que piada tem andar a tirar e atirar sapatos de alguém enquanto o perseguem e o humilham. Mas não há problema, dizem eles, porque a seguir todos ficam amigos e nada disso importa.

Mas eu não acho que seja assim. Porque será que os meus colegas, ou melhor, os meus amigos, haviam de se andar a humilhar uns aos outros, para se rirem da vergonha dos outros. Será que é assim que fomos concebidos? Para ‘’lixar‘’ os nossos amigos? Os que confiam em nós? Os que gostam de nós, até os que nos amam? Muitas vezes sinto que sim, mas como disse antes, são só miúdos, e não há problema porque nada disto conta para o resto da nossa vida, e por isso, pensa-se que é melhor aproveitar estes anos e esquecer estas “brincadeiras”.(MP)